Alzheimer – Família ainda é a melhor referência para diagnóstico da doença

28 de fevereiro de 2012

Na Conferência Internacional da Doença de Alzheimer de 2009, em Viena, na Áustria, o debate girou em torno da dificuldade de identificar a doença antes mesmo de ela apresentar seus primeiros sintomas. Não há respostas precisas para o desafio. Mas especialistas fecham a questão em um ponto: a participação e o apoio da família são essenciais para o diagnóstico.

De acordo com o geriatra Norton Sayeg, fundador da Associação Brasileira de Alzheimer e Idosos de Alta Dependência (ABRAz), não há como prever o surgimento da doença. “Ainda não existe exame ou sintoma que forneça um diagnóstico preciso. Com o que contamos é com uma série de fatores associados que ajudam, de certo modo, a montar esse quebra-cabeça. Nós trabalhamos pelo método da exclusão”, diz o médico.

Associada à perda de memória, nem sempre o esquecimento é sinal da doença. “Ao primeiro sinal de uma falha na memória, é importante procurar um médico, sim. A perda de memória é comum, mas não é normal. Dizer que a perda de memória que vem com a idade é algo normal, não está correto. Mas só o médico pode avaliar a gravidade de cada caso”, afirma o geriatra.

Com a exclusão de possíveis doenças, detectar o Alzheimer pode ser mais fácil. “Depressão, medicamentos para controle da pressão arterial, mau funcionamento da tiróide, problemas nutricionais, e até mesmo uma simples infecção urinária, podem ocasionar falhas na memória”, diz Norton.

Em geral, o Alzheimer acomete a população a partir dos 65 anos. Desta forma, o papel da família do idoso passa a ser fundamental. “Além dos problemas de memória, é importante estar atento ao comportamento do indivíduo. Agressividade, inquietação, delírios e problemas com o sono também podem indicar a ocorrência do Alzheimer”, ressalta o geriatra.

A doença não tem cura, mas o controle é possível. “Muitas vezes, os pacientes chegam logo no início da doença, fazendo com que o diagnóstico seja mais difícil, mas se a família acompanha, fornece informações sobre a rotina, anota as dificuldades, presta atenção, o trabalho fica menos árduo”, diz Sayeg.

Fonte: www.maisde50.com.br

INSS e auxílio-doença

13 de fevereiro de 2012

Marcio de Lima disse:

12 de fevereiro de 2012 às 15:56 (Editar)

Boa Tarde,

Caros,  gostaria muito de saber se um doente de alzheimer tem o direito de receber um auxilio doença, pois ajudaria muito, o valor daria para ajudar nas despesas de cuidador, fraldas, remédios, e tudo o mais, vcs sabem do que falo.
Passamos por esta experiência duas vezes com meus avós maternos e estamos pela 3º vez com minha mãe….meu avó apresentou a doença aos 57 anos e aos 59 faleceu ja no ultimo estágio da doença…fui muito rápido, e la havia trabalhado em uma fábrica, a Eveready, e se contaminou, mas quando apresentou a doença, ja não trabalhava mais la….minha avó ja apresentou aos 67 anos, e tbm faleceu muito ruim…minha mãe esta hoje com 57 anos…sendo que a doença apresentou a mais ou menos 1 ano e meio…ela ja não esta mais reconhecendo a casa, mesmo tomando remedio, hoje o Galantamina.
Minha irmã levou ela ao inss , marcou a pericia, disseram que ia chegar uma carta em casa em 15 dias, e até agora nada.
Falei muito, preciso desabafar, não é fácil.
Desculpe por algo, mas agora não vou mais apagar.

Desde ja agradeço.

Marcio de Lima.

amada disse:
13 de fevereiro de 2012 às 9:15 (Editar)

Prezado Marcio

Obrigado pela sua visita e por utilizar nosso Blog para consulta. Sobre a questão do INSS, sabemos que para receber os benefícios da Previdência a pessoa precisa ser segurada, ou seja, estar cadastrada e ter vencido o prazo de carência de pelo menos um ano. No caso da pessoa que trabalha, quando a empresa assina a Carteira de Trabalho, ela passa a ser segurada do INSS e a empresa desconta a contribuição. Para receber o auxílio-doença, a pessoa precisa ser antes segurada e então comprovar alguma incapacidade temporária para o trabalho. Quando a incapacidade se torna permanente, então o segurado será considerado aposentado por invalidez. Mesmo que a pessoa não tenha um trabalho formal, no caso de uma dona de casa, se ela for segurada e contribuir para o INSS, tem os mesmos direitos. No caso da pessoa com Alzheimer, vale a mesma condição. Se não for segurada, não terá como receber o auxílio-doença.

Quais são então as alternativas? A Previdência Social tem um benefício destinado a pessoas que não têm condições financeiras de contribuir para o INSS. Trata-se de um benefício assistencial a idoso e a portadores de deficiência. No caso do idoso, a idade para esse benefício conta a partir de 65 anos. Para isso, a pessoa precisa comprovar renda familiar per capita (isto é, a renda familiar dividida pelos componentes da família) de um quarto do valor do salário mínimo. É um benefício assistencial, portanto, destinado a pessoas carentes. Uma outra alternativa para pessoas receberem benefício do INSS é a pensão pela morte do cônjuge. Neste caso, o cônjuge que ficou não precisa ser segurado, mas o cônjuge que faleceu teria que ter sido segurado e ter contribuido regularmente.

Vc menciona que já compareceram ao INSS. Muito provavelmente eles devem ter recebido e protocolado alguma documentação para análise técnica interna e pedido algum prazo para enviarem uma correspondência com o parecer. Caso a correspondência não tenha chegado no prazo, vale um novo contato com o INSS, para saber como está o processo. O caso é que o INSS é um seguro, e só pode funcionar quando há segurados contribuindo para o sistema. Assim mesmo, o governo (não apenas o atual, mas já há anos) instituiu algumas linhas de benefício para tentar cercar as famílias realmente sem condição de sobreviver com dignidade. Todas as Prefeituras são instruidas pelo Governo Federal a fornecerem todas as possibilidades de atendimento assistencial, quando solicitada para isso. Os Centros de Saúde também constituem porta de entrada para o atendimento social, uma vez que devem dispor de um profissional que sabe fazer esses encaminhamentos. O atendimento social é um serviço que já está institucionalizado há anos, no país, e funciona bem em várias cidades; porém, é claro que para isso cada município precisa estar capacitado e aparelhado para conseguir atender a sua comunidade. Quem trabalha e tem contato com diversos municípios sabe como é bastante diferente o funcionamento de cada um e isso se reflete também nos serviços e no atendimento que realiza para a população. A população tem direitos já institucionalizados e deve mesmo se informar sobre como e onde buscá-los.

Se precisar de mais informações ou quiser colaborar com novos comentários, ficamos a disposição.

Grupos de Apoio

26 de janeiro de 2012

fatima rodrigues disse:
25 de janeiro de 2012 às 12:12 (Editar)

Como faço, para trazer em minha cidade, esse grupo de apoio aos cuidadores de familiares com alzheimer? Pois eu mesma tenho um pai diagnosticado e mora comingo, muitas vezes, me sinto sozinha, pois, meus irmãos, não se importam com a doença, pois falam que é a idade.

amada disse:

26 de janeiro de 2012 às 14:44 (Editar)

Prezada Fátima

Os grupos de apoio são importantes para que possamos trocar nossas dúvidas e angustias a respeito de como lidar com nossos familiares com os sintomas da Doença de Alzheimer. Os grupos de apoio podem ser formados a partir da iniciativa própria de duas ou mais pessoas com esse interesse comum e que disponham de um local para que as reuniões possam acontecer. Não sabemos se vc reside próximo a Campinas, mas se fosse possível poderia frequentar algumas reuniões da AMADA para que sinta segurança e apoio na formação de um grupo próprio.

A Abraz – Associação Brasileira de Alzheimer, por outro lado, possui várias sub-regionais que podem também prestar apoio para a formação de um grupo. Vc pode ver em http://www.abraz.com.br/grupodesapoio/#

Vc também pode procurar o Centro de Saúde do seu bairro ou da sua cidade e caso ele esteja aparelhado para isso, também poderá apoiar a formação de um grupo de apoio aos cuidadores da Doença de Alzheimer. O centro de saúde pode ajudar a encontrar outros familiares que passam pelos mesmos problemas e que desejem formar um grupo.

Se necessitar de outras informações, entre em contato.

Saudações

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